Bolsonaro acerta: cultura de estupro ou cultura de impunidade?

maxresdefault (2)

Eis a pergunta central que o deputado Jair Bolsonaro, recentemente transformado em réu de ação penal pelo Ministro Luiz Fux, respondeu num vídeo de 3min 45, no qual o parlamentar, com apurado acerto, afirma que existe no Brasil não a duvidosa cultura de estupro mas sim a mensurável cultura de impunidade. Assista.

Embora não seja conhecido pela exatidão e propriedade no que às vezes diz, Bolsonaro foi certeiro no vídeo. Não sei se ele foi atirador de elite do Exército quando estava na ativa, mas nesta intervenção o deputado foi sniper ao tocar no assunto da impunidade.

Cultura de estupro ou cultura de impunidade?

É bem verdade que a Lava Jato e seus desdobramentos, como a Operação Custo Brasil, tem solapado, inclemente, a cultura de impunidade na nossa terra; essa sim velha conhecida do brasileiro. E o combate a ela deve prosseguir com a responsabilização mais efetiva de pessoas de 16 a 18 anos, jovens com vigor e força física que tem sido agentes dos mais inominados crimes, sobretudo nos dias de cultura da maromba; sim, jovens de 16 a 18 anos poderiam responder penalmente em casos específicos e bárbaros, como o de Champinha e Pernambuco.

Penso que o Ministro Marco Aurélio acertou no caso: as palavras de Bolsonaro foram ditas num “arroubo” de paixão no fragor da batalha. Apenas isso. O próprio Código Penal prevê esse tipo de atenuante ou excludente.

Não acho que Bolsonaro vá ser condenado, porém a intimidação realizada por esse processo na Suprema Corte, que parece que tem a finalidade de dar um supremo corte em Bolsonaro, já produziu e produzirá efeitos, independente do curso que a ação penal seguir. O deputado pode ser condenado e ficar inelegível, contudo alguns já dizem até que essa atitude do Supremo produziu o chamado “efeito rebote”: Bolsonaro disparou em visibilidade na rede.

O fato é que, num ou noutro caso, a pergunta que o deputado respondeu ecoa como voz que clama no deserto da realidade jurídica no Brasil:

Cultura de estupro ou cultura de impunidade?

Anúncios

O que sei de queijos

 

queijos

Sempre gostei muito de queijo. Inclusive, nas crônicas secretas de minha família, corria à boca miúda a história de que eu me escondi na oficina de meu padrinho pra saborear quase em offline uma lata inteira de uma parente do queijo bem conhecida: a maravilhosa manteiga Turvo. Por pouco não fui bem sucedido nessa experiência “gastronômica”.

Bem, o fato é que onde eu morei de 2012 a 2015 tinha um queijo coalho extraordinário pra fritura e aqui onde estou agora ele não aparece. Sinto falta dessa comida tão simples mas deliciosa – queijo frito com capa. O famoso queijo de manteiga do meu nordeste também me deixa saudade. Pois é…nem só de gente a gente tem saudade. Saudade da terra querida e da comida. Comida de milho, então? Meu Deus!

Provolone, chedar, parmesão, do reino, gorgonzola e tantos outros dos quais nunca provei nem ouvi falar….O fato é que gosto de queijos. Quando compareço, vez perdida nessa vida, aos restaurantes mais equipados, como o inesquecível “Sal e Brasa”, da Avenida Recife, não dispenso a “visita” a tábua de queijos. Paixão à mesa, quem não padece dela?

Recentemente, descobri que o mundo dos queijos também é cercado de regras e vocabulário próprio, à semelhança do universo dos vinhos. Alguns, como Luiz Felipe Pondé, acham chato e boboca quem vive arrotando conhecimentos sobre vinho de forma pedante e pensando que isso é a coisa mais importante dessa vida e que, quem não os possui, é um tipo de pária indiano. Longe de mim isso aqui, até porque não entendo – nesse sentido – nada de vinho e nem de queijo. O que entendo de vinho é sobre as poucas taças que tomo toda sexta em casa e o que sei de queijos é também sobre minha experiência sensível com essa maravilha do leite.

No mundo do queijo aparecem vocábulos específicos e esquisitos também: Brie, Camembert, os tais Cheese Hunters (Caçadores de queijos), mâitre fromager affineur (o especialista em queijo). Além disso, a combinação dos diversos tipos de queijo com os diversos tipos de vinho, a harmonização de queijo com cerveja, são levados em conta pelos apreciadores da iguaria láctea.

Nesse universo particular encontram-se também vocábulos como: picância, dulçor, untuosidade e acidez.

Acidez tem a ver com o solo. Plantas de queijo (Risos)? Se existissem, eu queria uma de queijo coalho e outra de queijo de manteiga. Solo onde o gado pasta e onde as “donas” do leite saboreiam seu mato. Ligação da terra com o queijo.

Picância. Tem a ver com pimenta mas não só. Envolve também textura e combinação de sabores.

Dulçor. Relacionada à doçura, como sugere a palavra, o dulçor do queijo integra-se também à chamada harmonização de sabores: queijo com vinho ou, mais recentemente, queijo com cerveja.

Untuosidade. Significa o que é untuoso, gorduroso, escorregadio. Não sei quantos foram chamados pelas mães pra ajudar a untar a forma de bolo. Fiz muito isso – passar a camada fina de margarina onde o bolo ia ser assado. A untuosidade do queijo, portanto, guarda relação com a “lipidiosidade” dele, digamos assim. O parmesão é bem untuoso, o coalho, não.

Bem, pelo pouco do que apresentei aqui, já dá pra ver que queijo também é “chique”. Não é só fritar coalho e saborear pedaços enormes de queijo de manteiga, como eu gostava de fazer em Recife e em Corumbá-MS. Que saudade! O queijo tem também seu lado parisiense, como o vinho do enólogo e do sommelier. Que o diga o mâitre fromager affineur.

O que sei de queijos é isso…quase nada. Aqui em Resende-RJ faz frio e o tempo no inverno é propício à prova de queijos e vinhos. Pena que aqui o coalho e o “de manteiga” sejam artigos invisíveis. Se fossem de luxo ainda dava pra tentar adquirir um pedacinho microscópico.

Bom queijo pra todos!

O livro de Provérbios (III)

966419_10151441083407638_553351642_o

Prosseguindo no exame livre e pessoal do livro, ganha destaque uma proibição do sábio para que se renuncie à bondade e à integridade. Penso que, ainda que eu seja assolado com o mal e a injustiça, não devo deixar de ser bom e íntegro. Se eu puder repelir a maldade de que fui vítima injustamente, o farei. Mas não devo deixar esses fatos da vida contaminarem a alma e atrapalharem meu mover no mundo.

Na tradição hebraica, a insistência para se buscar o Eterno é grande e o resultado dessa busca é o conhecimento de Deus; Deus tem que estar no centro da vida, tem que ser sangue circulante.

“Não renuncies, jamais, à bondade e à integridade; prende-as a teu colo e inscreve-as no âmago de teu coração” (3,3).

Mais à frente, o sábio não despreza a razão e a inteligência, mas ensina que ela não é suficiente como estrada para o conhecimento do Eterno. Talvez ele sugira que a razão não é a via adequada para “o caminho espiritual”’. É o que se chama união mística com Deus. Um pouco de ceticismo em relação a si mesmo e às próprias capacidades e possibilidades não faz mal à existência e ajuda na caminhada.

“Confia no Eterno com todo teu coração e não te fies em tua própria compreensão.” (3,5)

“Não te consideres sábio a teus próprios olhos; teme sempre ao Eterno e afasta-te do mal.” (3,7)

A ideia segundo a qual a sabedoria é mais valiosa que a prata e o ouro deste século é reforçada [ver “o livro de Provérbios (II)”] pelo sábio e ele defende que a sabedoria é mais valiosa que os bens, embora eu precise deles.

“… pois ela é uma mercadoria mais valiosa que a prata, e proporciona mais ganho que o ouro mais fino;” (3,14).

Ao final, uma menção ao aspecto social da ética do sábio de Provérbios – que adianta sabedoria se ela não puder ser transmitida? Se ela não se comunicar, como aproveitar verdadeiramente a sabedoria? A sabedoria tem que ir além do corpo; ela tem de avançar e alcançar o outro.

“Não retenhas o bem de quem o necessita quando o poder de concedê-lo estiver em tua mão. Não digas a teu próximo: ‘Vai e retorna amanhã que então te darei’, embora o possas fazer agora” (3,27-28).

Como diria minha mãe: “- meu filho, não deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje”.

Democracia e PCdoB combinam?

frase-o-comunismo-destroi-a-democracia-mas-a-democracia-tambem-pode-destruir-o-comunismo-andre-malraux-150265

As inserções partidárias do PCdoB tem sido conversa pra boi dormir. Ninguém aguenta a cantilena de Jandira Fegali na TV elogiando e ovacionando a democracia. “Jandirão”, como diria Denise Abreu, defende ainda a tese petista do golpe e os governos de Lula e Dilma. Ninguém aguenta essa cantilena, Jandira!

É preciso muita cara de pau, como comunista, para vir a público falar em democracia! Sabe-se que vários pensadores fizeram revisão profunda no pensamento de Marx e passaram a seguir caminhos diferentes dos do mestre. Dentre esses revisionistas alguns abominavam a violência e foram acusados de frouxos e de tentar impedir a práxis política. Um desses foi Theodor Adorno. Seus acusadores? Os marxistas ortodoxos, os comunistas clássicos, membros e crentes de um PCdoB da vida.

PCdoB que gera um Mauro Iasi e sua famosa inflamação e apologia ao crime (veja mais no link “A previsível declaração de Mauro Iasi”), que, por sinal, até onde sei, não foi objeto de exame por membro do Ministério Público. Pois são gente assim como Mauro Iasi e Jandira Fegali que vociferam a favor da democracia. Puro fingimento e marketing político. O Partidão é defensor do velho marxismo ortodoxo: revolução, expropriação, ojeriza à propriedade (pelo menos da alheia; vejamos como Jandira se sai ante a acusação de que recebeu dinheiro ilícito), ditadura do proletariado, etc.

Ou seja, Jandira vem à TV aberta e ofende a quem tem um mínimo de inteligência com essa conversa mentirosa de defesa da democracia.

Por favor, Jandira! PCdoB e democracia não combinam!

 

e-mail:mpaulojme@gmail.com

 

Amor ao conservadorismo ou amor a Deus?

maxresdefault (1)

O conservadorismo é uma perspectiva política cuja divulgação é relativamente nova no Brasil e possui ligação com os nomes de Olavo de Carvalho, Luiz Felipe Pondé e Denis Rosenfield. Escrevendo em nosso idioma, mas não sendo brasileiro, cito também o português João Pereira Coutinho. Algumas editoras publicam esse tipo de literatura, umas exclusivamente, outras não: É Realizações, Vide Editorial, Record e Leya têm se destacado nesse filão.

De alguma forma, havia sede de pensadores que escrevessem sobre conservadorismo e explicassem isso ao brasileiro, porque, no vocabulário de nossa esquerda, conservador é xingamento e conservadorismo é palavrão.

Contudo, como evangélico, me faço a seguinte pergunta: até aonde eu devo ir em minha “devoção” a autores conservadores e suas ideias?

Não conheço a orientação religiosa do professor Denis Rosenfield; Olavo é de orientação católica, mas envolvido na tal “Filosofia Perene”; Luiz Felipe Pondé guarda relação problemática com Deus, do tipo “morde e assopra” e João Pereira Coutinho parece não se interessar pelo assunto.

Pelo menos é o que pude constatar da leitura de “As ideias conservadoras explicadas a revolucionários e reacionários” e no ensaio que ele assinou no livreto “Por que virei à direita”. O fato é que em “As ideias conservadoras”, Coutinho expõe, de logo, que o conservadorismo está assentado no pressuposto da imperfeição humana; mas Coutinho avisa: não me venham com a queda da teologia e seus desmembramentos. Pelo menos nessa obra, o interesse de Coutinho é, partindo do dado histórico e verificável por qualquer um de que o homem é imperfeito, esboçar linhas gerais de introdução ao pensamento conservador, distinguindo-o do pensamento revolucionário e do reacionarismo.

A pergunta que repito é: até que ponto vai meu amor pelo conservadorismo? Até que limite evangélicos têm se deixado cegar pela paixão ao movimento conservador e entrado de própria vontade em terreno potencialmente “perigoso”?

Não acho que as pessoas devem deixar de ler os autores aqui citados; eu os leio. Mas, se se quer manter o amor a Deus, é preciso cautela. Olavo de Carvalho tem sido emblemático nesse quesito.

Considerado por muitos – por ele certamente – como uma espécie de guru dos conservadores brasileiros, Olavo exibe característica peculiar: como defendesse evangélicos conservadores no teatro político e a religião como um todo, Olavo atraiu a simpatia de muita gente, inclusive de evangélicos; inclusive a minha. Porém, aprofundando o estudo sobre o espectro religioso da obra olavianana, tromba-se com a tal Filosofia Perene ou perenialismo.

Já expliquei um pouco disso em vários artigos (quem quiser saber mais pode entrar em contato comigo ou ler os textos sobre Olavo no meu blog), e enxergo que, assim como Olavo removeu obstáculos culturais que impediam pessoas de chegar ao catolicismo – o marxismo, por exemplo -, agora Olavo passa a remover obstáculos que impedem seus leitores de chegar à Filosofia Perene. No Brasil, penso que o principal obstáculo à Filosofia Perene seja a teologia evangélica. E Olavo, vez ou outra, a combate nos cursos dele e nas aulas do COF. O amor ao conservadorismo de Olavo tem levado evangélicos a tornarem-se católicos e suspeito que, em breve, muitos serão também perenialistas e defensores da Inquisição, como o mestre.

Nesse momento acho oportuno citar um versículo do livro de Deuteronômio.

“Assim não farás ao Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses.” (12,31)

A despeito da situação específica em que foi celebrada a Aliança de Deus com Israel, é tranquilamente possível extrair um princípio desse trecho: não servir ao Altíssimo como as nações serviam aos deuses. O primeiro catolicismo serviu ao Deus de Israel como as nações gregas “serviam”, criando uma teologia que não é adequada para lidar com conceitos judaicos e distorcendo o papel e a natureza do Messias de Israel; o catolicismo romano – não é novidade pra ninguém – aprofundou a adoração a Javé do jeito que as nações faziam e misturou religiões. Deus não quer isso: o alerta foi dado no texto que citei de Deuteronômio. “Não me adorem como as nações adoram a seus deuses”.

Se o catolicismo romano já está nesse nível, que dizer da filosofia perene, então, com seu misto de catolicismo, hinduísmo e islamismo?

Pergunto, de novo, até aonde vai nosso amor pelo conservadorismo? Até onde, conhecendo o que Deus quer para nós, devem-se ouvir os conselhos de Olavo de Carvalho sobre religião?

Irmãos, Filosofia Perene não combina com revelação bíblica! Nenhum conservadorismo ou autor conservador, por mais instigante que seja, deve ser priorizado sobre o cuidado da própria alma.

O Carrasco da moral

cesaix0huenykbdu5t7ez542t

Talvez o autor que escreva melhor sobre o politicamente correto no Brasil de hoje seja Luiz Felipe Pondé. Ele abordou o tema diretamente no “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia” e voltou fazê-lo no Guia sobre o sexo; neste, porém, focado na moral sexual. E não é que Walcyr Carrasco e a revista Época mais uma vez se superaram no quesito da correção política?

Na edição impressa de 6 de junho, também publicada online, Carrasco assinou sua coluna semanal com o título “A cultura do estupro”. Nela, Carrasco enumera casos que ocorrem na vida nossa do dia-a-dia. Ele ajunta os vários exemplos listados e chega à magnífica conclusão de que existe e é patente a tal da cultura de estupro. Mas o que tem Pondé a ver com isso? Já já eu digo.

A enumeração de Carrasco é a seguinte: 1) os homens são incentivados desde meninos a terem atitudes agressivas com as mulheres, incluindo os famosos gracejos; 2) o estupro às vezes é perpetrado dentro de casa, por pais e irmãos; 3) travestis e transexuais são estuprados também; e 4) Há estupros nas celas de prisão. Estas são as premissas de Carrasco. Será que delas posso partir para a conclusão necessária de que há cultura de estupro?

 A partir desse elenco, Carrrasco vai sutilmente escrevendo a sinopse da novela chamada cultura de estupro e induz sutilmente o leitor à conclusão de que seu folhetim é agradável. Aqui, repito o que disse no meu texto “Boas companhias e cultura de estupro”: este ato sexual abominável tem mais a ver com biologia do que com sociologia. Os casos anunciados por Carrasco parecem apontar para isso e, sobretudo 3) e 4), negam exatamente o que ele pretende sugerir.

Embora assédios e gracejos às mulheres existam de fato, a verdade é que os tais se prestam bem ao charme e ao jogo de sedução sexual existente entre “meninos e meninas”. Acho que quando essas manifestações extrapolam o limite do suficiente para a atração sexual e manutenção da espécie, a correção política pode ser benéfica. Apenas nos casos de excesso. Da forma que a esquerda normalmente os utiliza, o que se dá é o uso da condição de fraqueza e vulnerabilidade de certos grupos (minorias) para benefício político. Nesses casos, o excesso deve ser, obviamente, afastado. Como explica Pondé, qual menina ou mulher não gosta do elogio, do gracejo e da cantada na justa medida?

É verdade também que o estupro às vezes ocorre no seio da família; conheço pessoalmente mulheres que padeceram desse mal quando meninas. Repulsa e dor é o que sinto, porque o adulto que faz isso se vale da vulnerabilidade e de sua posição privilegiada em relação àquela criança ou adolescente: incapacidade de defesa, abuso de confiança, pressão psicológica, etc. Mas daí a querer emplacar a tal da cultura do estupro a distância é grande.

Por outro lado, o estupro de travestis e homens nas celas, apenas reforçam o aspecto hormonal e animal do estupro (mais a ver com biologia do que com sociologia): situações-limite, esporádicas e acidentais e não servem de parâmetro para a maioria dos casos.

Além dessa lógica esquisita e do politicamente correto opressor, Carrasco saiu com essa pérola de vale-tudo sexual: “Uma mulher tem o direito de fazer sexo com quantos homens quiser. Desde que seja consensual.” Será que Carrasco aprovaria tal conduta para uma filha dele? Ou será que ele assinaria em baixo caso uma mulher dele assim pensasse? Bem, em se tratando do Carrasco, tudo pode ser possível, posto que ele se declara bissexual.

Walcyr Carrasco entra no oba-oba da esquerda pedestre do mijaço, cocozaço e depilaço e embarca no trem desgovernado da cultura do estupro e da correção política. Assim, e com a pérola do desbunde sexual feminino listado acima, esse novelista torna-se, sem dúvida, o Carrasco da moral.