O Livro de Provérbios (II)

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Na sua visão espiritual particular, o sábio chega num nível profundo de opinião sobre Deus. Ele se vale de uma linguagem militar para chamar a atenção do homem para Deus.

Na Bíblia Hebraica, aparece a palavra aprestamento. Quando o militar precisa preparar equipamento para Campanha, ele para tudo. É preciso concentração para não esquecer nenhum material, pois isso pode significar, para o militar, a preciosa fronteira entre a vida e a morte. Toda serventia tem que ser levada; nada pode ser esquecido.

“apresta teu ouvido à sabedoria e abre teu coração ao discernimento;” (2,2)

Na linha de sabedoria de Israel aparece em Provérbios toda a força da busca quase desesperada pelo Eterno e pelo consequente conhecimento de Deus. Nossa vida diária pode nos afastar desse conhecimento espiritual; é um fantasma sempre presente e que ronda a vida de qualquer um. Quanta coisa não fazemos por nossa sobrevivência e pelo sustento: trabalho, estudo, mais de um emprego, subir em ônibus, descer de ônibus, mestrado, doutorado, curso de idiomas, Senai, Senac… ufa! Como pelejamos pela prata! Precisamos dela para viver.

Na visão do sábio de Provérbios, apenas buscando o Eterno e sua sabedoria, do jeito que vivemos atrás do ouro e do tesouro, é que se entende o temor de Deus e se abre a possibilidade para conhecê-lo. O conhecimento de Deus é de ordem diversa do conhecimento das outras coisas.

“pois se buscares a compreensão, e por ela ergueres tua voz, procurando-a como se busca a prata e lutando como se faz por um tesouro, somente então entenderás o que é o temor a Deus e poderás alcançar o conhecimento do Eterno.” (2,3-5)

Dentre tantas ajudas sobre como viver neste mundo, Provérbios indica boa direção para o casamento. Ter relação amorosa com alguém requer sempre cuidado e atenção. Namoro e casamento tanto podem elevar o indivíduo como lançá-lo ao chão! E isso não escapa à percepção do sábio. É preciso escolher bem o par. Isso vale tanto para o homem, como para a mulher.

“para te salvar de uma mulher dissimulada, alheia a teu povo, que seduz com suas palavras, abandona o companheiro de sua juventude e esquece a aliança de seus deuses, pois seu lar desliza para a destruição e seus caminhos conduzem à morte.” (2, 16-18).

Cuidar de nosso par amoroso, escolhê-lo bem e com cuidado não faz mal a ninguém. É sempre urgente; é sempre atual.

Aprestamento para a sabedoria, buscá-la como se deseja a prata deste mundo; isso, segundo  o sábio, nos faz chegar mais perto do Eterno. Isso faz bem e ajuda a viver.

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