Olavo de Carvalho e o cativeiro das inteligências

ceticismo_marketing_de_rede

Um amigo extraiu do Facebook de Olavo e mandou pra mim a seguinte atualização de status de Olavo, acho que de 16 jun.:

“Desde que quebrei a hegemonia intelectual da esquerda, a grande mídia, depois de esforçar-se em vão para dar a impressão de que nada havia acontecido, compreendeu que esse caminho era inviável e passou a dedicar-se, de alma e coração, a uma nova tarefa, única e grandiosa: encontrar substitutos para o Olavo de Carvalho. Era uma maneira quase elegante de reconhecer a derrota sem ter de honrar o vencedor. Foi assim que se abriu espaço para o florescimento de criaturinhas como Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo, Francisco Razzo, Joel Pinheiro da Fonseca, Kim Katakokinho e centenas de outras. Não há no mundo gremlins suficientes para preencher a vaga.”

É… parece que Olavo inventou a filosofia política. Ninguém pode ter ideias semelhantes às dele, que o homem logo quer os louros. Olavo de fato, deve-se reconhecer, tem proeminência no recrudescimento do pensamento conservador – e liberal também – no Brasil de nossos dias. Mas isso não faz dele o bom e velho “dono da verdade”.

Eu, por exemplo, entrei em contato com a obra dele em 1997. Ano que vem, vai fazer 20 anos que conheço os escritos e o estilo de Olavo. E uma coisa para mim já está límpida: a vaidade do homem é de jamanta!

Antes que me acusem de Ad hominem, digo logo que tal pecha não me cabe aqui, pois escrevo exatamente sobre aspecto do homem Olavo de Carvalho. Portanto, não vale me acusar de tal expediente.

Olavo precisa ser elogiado e ovacionado. Olavo evita críticas, bloqueia qualquer um no face à menor divergência dele. Por que alguém que, de uma forma ou de outra, se inspirou na obra dele não pode ser original num ponto ou noutro? Ou em tudo?! Por que Olavo usa logo a tática preferida das esquerdas, do famoso “nós contra eles”, ao menor sinal de opinião livre? Meu débito para com ele já expliquei nesses artigos “Nem Olavete nem comuna: um pouco de mim mesmo. Ou: por uma terceira via para o povo da Bíblia.” e “Olavo é amigo mas mais amiga é a verdade. Ou: sobre Olavo de Carvalho e a inquisição.” E nos mesmos textos explico também aspectos pelos quais deixei de segui-lo.

Assim como eu, o que impede Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo, Francisco Razzo, Joel Pinheiro da Fonseca Kim Kataguiri, etc de fazer o mesmo e procurar um caminho ajustado a cada consciência? Por que a independência intelectual aborrece tanto Olavo?

Olavo é aquele que gosta de séquito, de asseclas, de claque. Ele quer servidão intelectual e não independência cognitiva. Ele fica irritadiço quando surge uma inteligência que escapa do cativeiro no qual ele encerra as mentes a longo prazo. Olavo é como certa medicação psiquiátrica. Ajuda no ínicio; depois causa dependência e falência renal.

Por fim, o caso específico de Joel Pinheiro da Fonseca. A corrente de pensamento com a qual Joel se identifica, “os libertários”, possui fundamentos antigos como, por exemplo, a justiça distributiva de Aristóteles e formulações de direito natural. Olavo finge que foi ele que as criou? O avô de Joel Pinheiro da Fonseca por parte de pai era engenheiro, a avó, psicanalista; a mãe de Joel é arquiteta e o pai é Eduardo Gianetti da Fonseca, filósofo e economista, homem de cultura. Será que o filho não aprendeu nada com o pai? Será que esse rastro familiar não legou nada a Joel?

Já sei, Olavo deve ter sido mestre da família inteira!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s